| PATRICIA, 20 anos, estudante de Técnico em Segurança do Trabalho, signo de aquário, namora com Magnos (umas das razões de viver), gênio forte, amiga, sincera, braba, pavio curto, mal humorada, consegue tirar a paciência da pessoa mais calma do mundo, sonhadora, apaixonada, romântica. Não gosta de ficar na frente da televisão, de pessoas invejosas, de dias úmidos, de refrigerantes, borboletas, passarinhos. Dias ensolarados e quentes não lhe causam nenhum entusiasmo. Gosta de escrever coisas sem sentido, adora blogs, ventania, tempestades, Literatura, Luis Fernando Veríssimo, Érico Veríssimo, segurança no trabalho, figurinhas, maquiagem, Amélie Poulain, sopa, seu namorado - sua outra metade, fazer manha, espreguiçar em uma manhã fria de domingo e ficar embaixo das cobertas, banho quente em dias gelados, andar descalços, brincar com os dedos das mãos, estourar plásticos de bolinha. É viciada tomar remédios, recortar coisas e desenhar. Acredita que aqueles que aplicam a si mesmo a mais rígida disciplina, que desistem de certas coisas prazerosas para atingir um objetivo, são justamente as pessoas mais felizes que existem. Busca em uma vida profissional de sucesso e uma família recheada de membros felizes. Para todos os dias... agradece por estar nas andanças com saúde e espera sempre poder participar de todas evoluções humanas... a internet é algo deslumbrante e a vida é algo apaixonante! |
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DAS ANTIGAS
Baixinhas Invocadas
Ser baixinha não é nada fácil. Sofremos para alcançar o pote mais alto na estante, temos dificuldade absurda para enxergar o palco em um show, corremos o risco de ser pisoteadas no meio da multidão, nos submetemos a nos equilibrar no salto mais alto, temos que cortar "todas as calças jeans" e fazer bainha e ainda recebemos a fama de invocadas, e não é pra ficar?
Espera aí, se as baixinhas tem essa fama não deve ser por nada, algum dia com certeza, alguma baixinha "louca", pegou o namorado na tampinha, conversando com outra menina e aí, splat, na frente de todos, o longo som de um tapa bem dado na cara do coitado fez com que as baixinhas ficassem com a fama de invocadas. Só pode ser isso!
Aderindo a fama, digo que podemos até parecer invocadinhas, mas não é tanto por causa da característica física e sim, pela necessidade que temos de elevar o corpo, apoiar as mãos na cintura e falar um pouco mais alto para conseguir ser entendida por alguém mais alta. Essa pequena forma de sobrevivência deixa as baixinhas com as características típicas de alguém que não manda dizer, chuta o pau da barraca e manda tudo mundo que está a sua volta tomar no cu. As altinhas também são invocadinhas só que elas não precisam de tantas performances.
DAS ANTIGAS...
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
"...O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia..."
Fotografia
(Leoni/Leo Jaime)
Os sites de fotos das festas hoje em dia fazem o maior sucesso, além de registrar o momento de folia com os amigos, disponibiliza um bom serviço de rastreamento daqueles ex-namorados (cachorros) que dois dias depois de te dar um chute na bunda, aparece podre de bêbado, na festa que você não foi por que ainda chora a dor do término, abraçado com uma loira, linda, alta e magra. E como se não bastasse coloca no álbum do orkut, comentando a noite maravilhosa. Esses também são muito informativos, ficamos sabendo a quantas anda os relacionamentos das pessoas alheias e quem ficou com quem.
A festa pára para a foto ser tirada, sempre me chamou atenção essa coisa de você sorrir para câmera e esperar o fotógrafo acertar o ângulo, a altura, cuidar para não cortar a cabeça, não deixar de fora nenhuma pessoa, enquanto isso você já repetiu 50 vezes a palavra alFAce e falou Xissssss. Parece uma coisa tão artificial, todos se param para registrar um momento improvisado.
Fazer pose é horrível. Já tirei várias fotos ridículas, quando a minha tinha problemas na cabeça e queria porque queria, que eu e minha irmã, abraçasse uma árvore e deixasse a fotógrafa registrar o momento, "eu, a árvore e a pose". O pior é aquele álbum que eu fiz para dar pro meu pai no dias dos pais, eu e minha irmã abraçadas com as roupas dele. Esses fotógrafos têm cada idéia de louco, tão loucos que eu tive que tirar fotos nuas (meu álbum infantil é pronô) e fotos com vestidinhos fofos e coroa de flores. Tenho uma foto com os tênis pendurado nos ombros (sem sentido algum), outra beijando o nariz da minha irmã, uma abraçando um gato, amarrada com correntes, tocando flauta (eu nunca toquei flauta) e a pior de todas... lendo uma revista de modas (eu nem sabia ler com aquela idade).
Por toda essa palhaçada artística de fotos encomendadas, existem pessoas que preferem não olhar para câmera na hora de clic, viram o rosto ou olham para os pés. Fica parecendo aquelas fotos de propaganda dos vestibulares, dá a impressão que os "jovens" olham para o futuro, para o além daquilo tudo que está a sua volta. Nessas fotos ficam um monte de pessoas "se fazendo" para o normal e o natural, enquanto isso é apenas mais uma das poses de tendências. Fazem isso só para serem diferentes.