| PATRICIA, 20 anos, estudante de Técnico em Segurança do Trabalho, signo de aquário, namora com Magnos (umas das razões de viver), gênio forte, amiga, sincera, braba, pavio curto, mal humorada, consegue tirar a paciência da pessoa mais calma do mundo, sonhadora, apaixonada, romântica. Não gosta de ficar na frente da televisão, de pessoas invejosas, de dias úmidos, de refrigerantes, borboletas, passarinhos. Dias ensolarados e quentes não lhe causam nenhum entusiasmo. Gosta de escrever coisas sem sentido, adora blogs, ventania, tempestades, Literatura, Luis Fernando Veríssimo, Érico Veríssimo, segurança no trabalho, figurinhas, maquiagem, Amélie Poulain, sopa, seu namorado - sua outra metade, fazer manha, espreguiçar em uma manhã fria de domingo e ficar embaixo das cobertas, banho quente em dias gelados, andar descalços, brincar com os dedos das mãos, estourar plásticos de bolinha. É viciada tomar remédios, recortar coisas e desenhar. Acredita que aqueles que aplicam a si mesmo a mais rígida disciplina, que desistem de certas coisas prazerosas para atingir um objetivo, são justamente as pessoas mais felizes que existem. Busca em uma vida profissional de sucesso e uma família recheada de membros felizes. Para todos os dias... agradece por estar nas andanças com saúde e espera sempre poder participar de todas evoluções humanas... a internet é algo deslumbrante e a vida é algo apaixonante! |
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"...Sei que você fez os seus castelos e sonhou ser salva do dragão, desilusão meu bem, quando acordou estava sem ninguém..."
Dias do auge de uma TPM, ou melhor TTTTTTPM, muitas tensões pré-menstrual, me bateu um medo, desesperador, de passar a vida inteira sofrendo.
Em entrevista a Revista Veja, um dos estudiosos da felicidade humana, causou polêmica entre seus colegas, devido uma teoria que o ser humano deveria se habituar ao sofrimento pois ele é constante. Podemos ir num bar, tomar cervejas com os amigos, fazer coisas que gostamos, mas essa sensação de bem estar não dura para sempre, ela dura até o instante que você acorda e vê que aquilo tudo passou. Uma teoria um tanto pessimista, mas verdadeira, essa felicidade toda que sentimos nos tira tempo e dinheiro. O lazer, o bem estar, a felicidade só são completos se você tiver dinheiro, muito ou pouco, não importa, mas tudo gira em torno de uma nota, moedas ou cifrões.
O ser humano desaprendeu a utilizar sua capacidade de se auto-realizar, desaprendeu a ser feliz com um pôr do sol. “Como é lindo o pôr do sol”. Mas para que ele seja perfeito não é melhor vê-lo de outro país? na companhia de alguém especial? deitada no banco de um carro conversível? Claro que é. Não conseguimos ver as riquezas da natureza por que nossos olhos se fecham para sonhar com computadores potentes e tecnologias de última linha, essas sim, são capazes de arrancar vários sorrisos da boca humana.
Acredito que precisamos evoluir, mas também tenho a consciência que muita coisa bonita irá se apagar no tempo. Hoje olho para a miséria, para uma criança passando fome e isso me soa totalmente artístico, deve ser por que encontro pureza e sinceridade na fome, na alegria de comer. Temo em morar em uma casa com comandos de voz eletrônicos onde os quadros, que enfeitarão as paredes, terão pintados a felicidade de um miserável.