| PATRICIA, 20 anos, estudante de Técnico em Segurança do Trabalho, signo de aquário, namora com Magnos (umas das razões de viver), gênio forte, amiga, sincera, braba, pavio curto, mal humorada, consegue tirar a paciência da pessoa mais calma do mundo, sonhadora, apaixonada, romântica. Não gosta de ficar na frente da televisão, de pessoas invejosas, de dias úmidos, de refrigerantes, borboletas, passarinhos. Dias ensolarados e quentes não lhe causam nenhum entusiasmo. Gosta de escrever coisas sem sentido, adora blogs, ventania, tempestades, Literatura, Luis Fernando Veríssimo, Érico Veríssimo, segurança no trabalho, figurinhas, maquiagem, Amélie Poulain, sopa, seu namorado - sua outra metade, fazer manha, espreguiçar em uma manhã fria de domingo e ficar embaixo das cobertas, banho quente em dias gelados, andar descalços, brincar com os dedos das mãos, estourar plásticos de bolinha. É viciada tomar remédios, recortar coisas e desenhar. Acredita que aqueles que aplicam a si mesmo a mais rígida disciplina, que desistem de certas coisas prazerosas para atingir um objetivo, são justamente as pessoas mais felizes que existem. Busca em uma vida profissional de sucesso e uma família recheada de membros felizes. Para todos os dias... agradece por estar nas andanças com saúde e espera sempre poder participar de todas evoluções humanas... a internet é algo deslumbrante e a vida é algo apaixonante! |
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O CARTEIRO, O VINAGRE E A SALADA
Esses dias eu vi um carteiro, de olhos verdes e espelhados, com os cílios pretos e grandes que faziam destacar mais os seus olhos. Ele estava num restaurante, queria salada sem vinagre, a mulher dizia que todas são sem vinagre, mas o carteiro insistia queria sem vinagre.
Servia-se de arroz, a salada ele não tocou, creio por que tinha vinagre, mas a mulher falou três vezes que não tinha, talvez aquele dia não queria comer salada e se arrependeu de ter perguntado sobre ela.
Terminou de se servir, não muita comida, nem pouca, o suficiente para encher seu corpo magro e torto, tinha as penas tortas a coluna corcunda e usava as calças beirando o umbigo. Fora de moda esses uniformes do correio.
Agora comia, cada garfada mal educada uma olhada ao redor, primeiro para baixo da mesa, depois para os dois lados, para trás e por último para cima. Parecia que alguém roubaria sua comida, pelo visto estava com fome, no mesmo visto, ele entregava as cartas nas casas que não tinham vinagre.